O que é IaaS?

A Infraestrutura como Serviço (IaaS), impulsiona o crescimento das organizações que as utilizam, pois evitam o investimento demasiado em sua infraestrutura física, permitindo que o capital possa ser investido de forma mais estratégica, umas vez que custos e as responsabilidades necessárias para se manter essa infraestrutura local como energia, refrigeração, bancos de bateria, mecanismos de segurança, prevenção contra incêndio, manutenção preventiva, etc, ficam por contra do provedor, diminuem os tempos de parada de manutenção e consequentemente a indisponibilidade dos serviços, ainda trazem uma grande flexibilidade e escalabilidade para a solução .

A revolução ocasionada pela Cloud Computing trouxe para o mercado novos modelos de negócio e formas de disponibilizar serviços de uma maneira mais escalável. Atualmente existem diversos provedores de Cloud que ofertam uma grande diversidade de serviços, para solucionar as mais variadas necessidades das organizações, estes serviços podem ser representados pelas principais siglas relacionadas à esta tecnologia, como podemos destacar: IaaS, SaaSe PaaS. No entanto, apesar desses termos não serem recentes, essas siglas podem parecer um pouco confusa para os iniciantes da área, pois muitas pessoas ainda não entendem suas diferenças e como cada uma das soluções podem impactar suas organizações.

Estas buzzwords se tornaram populares devido ao crescimento e forte adoção dos serviços em Nuvem oferecidos pelos principais players do mercado como: AWS, GCP, Azure e dentre outros. Porém, esses modelos de serviço oferecidos pelos provedores de cloud disponibilizam diferentes níveis de controle, flexibilidade e gerenciamento para seu usuário.

Em um nível mais baixo, temos a Infraestrutura como Serviço (IaaS). Neste modelo, independente do fornecedor a oferta é muito similar, onde o provedor cloud escolhido pelo usuário irá disponibilizar à ele toda uma uma infraestrutura de TI automatizada e escalonável com recursos de armazenamento, redes e segurança – de seus próprios servidores globais, cobrando apenas pelo o que o usuário consome. Funcionando basicamente como uma terceirização de servidores e data centers tradicionais, uma vez que o usuário contratante dos serviços fica responsável por realizar todo o provisionamento desejado em suas máquinas, como instalação e configuração de novos serviços, instalação de certificados, criação e manutenção das regras de firewalls, etc. No entanto, aspectos físicos da infraestrutura, como redundância de discos nos servidores, bancos de bateria, equipamentos de rede e conectividades, climatização, gerenciamento do virtualizados e etc, ficam sob a tutela do provedor.

Este tipo de solução vem estimulando o mercado. Número mostram que em 2018, a IaaS foi responsável pela movimentação de US$ 31 bilhões, contra US$ 23,6 bilhões em 2017. Desde o início, o setor é dominado pela AWS (Amazon Web Services), líder global em receita, com 38% de participação no mercado. Em seguida aparece a Microsoft com 18%, a Google com 9% e o Alibaba com 6%.

Em um nível intermediário, temos a Plataforma como Serviços (PaaS), certamente o modelo mais “obscuro” e difícil de se definir, Em linhas gerais, além de oferecer toda a conveniência do IaaS, o usuário já possui um conjunto de ferramentas necessários para desenvolver e gerenciar sua aplicações, com a conveniência de não precisar instalar ou gerenciar nada. Nesta modalidade, o usuário contratante tem a preocupação de seu código, sendo muito utilizado por organizações/StartUPs que possuem recursos pessoais muito escasso e não possuem o know-how de SysAdmin.

Um exemplo muito popular seria o Google App Engine e Herouku.

Em um nível mais alto, temos o Software como Serviço (SaaS), que assim como a IaaS é mais fácil de definir, onde é caracterizado pela oferta de um produto completo totalmente gerenciado e hospedado pelo fornecedor. Neste modelo, o usuário contratante realiza algum tipo de “assinatura” mensal ou adquiri um espécie de licença temporária de uso e não tem nenhum tipo de responsabilidade perante a infraestrutura que sustenta o serviço proprieamente dito, onde também não possui nenhum tipo de acesso aos servidores, realizando apenas o login no portal da aplicação. Podemos citar como exemplo, serviços como Dropbox, Gsuite e soluções de ERP.

O que é IaaS

Existe ainda um outro termo que é comumente confundido com o modelo de negócio dos termos anteriores, que é a Infraestrutura como código (IaC) , que apesar de se relacionar muito bem com a IaaS, ambas não são similares e nem tanto fazem parte da mesma “gama de ofertas”. A IaC é o processo de gerenciamento de datacenters e provisionamento instâncias/servidores usando arquivos de configuração, ao invés de configurações manuais ou ferramentas de configuração interativas. A infraestrutura de TI envolvida consiste tanto de equipamentos físicos (servidores baremetal), como de máquinas virtuais e outros recursos associados. A principal característica da IaC é o uso de “scripts” ou definições declarativas em arquivos de texto, ao invés de processos manuais, isso fez com que fosse possível definir toda uma infraestrutura em arquivos e manter o controle de forma centralizada, permitindo que os arquivos sejam armazenados em um sistema de controle de versões (SCM), como Git, GitLab, Gogs ,etc..

Devido a flexibilidade da IaaS e à agilidade que as técnicas da IaC proporcionam, ambas podem ser agregadas perfeitamente trazendo benefícios imensos ao negócio. É provável que em alguns casos sejam ofertados em conjunto, mas está não é uma premissa, sendo em alguns casos, apenas uma boa prática. Pode se afirmar que a IaC suporta IaaS, mas os dois conceitos são bem distintos e não devem ser confundidos.

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